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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Porquinho do mar

Peixes servidos com espinhas por vezes incomodam algumas pessoas, que até deixam de prová-lo pelo receio de engolir uma ou outra. Mas não há como negar. As espinhas proporcionam um sabor incrível à carne do pescado, assim como mantém toda a umidade na hora do cozimento. E há algumas espécies, a exemplo das mais carnudas, como o ‘porquinho’, que quando ainda pequenas – limpas à perfeição -, passadas na farinha de trigo e fritas em imersão proporcionam uma degustação sem igual. A espinha central é facilmente removida e, no mais, é simplesmente devoção. Devoção a mais uma das delícias que o mar de Zimbros oferece aos profissionais da pesca que a ele (mar) dedicam suas vidas, proporcionando aos parceiros de terra refeições díspares. E vamos ao ‘porquinho’, que fica crocante por fora e úmido por dentro. No mais, é puro deleite.

O porquinho é apenas um exemplar de pescados feitos a esta moda - livres das escamas e barrigada, com cortes transversais na carne e temperados com limão, sal mais pimenta. Depois, fritos inteiros em imersão. Por todo o país há incontáveis exemplares, que chegam à mesa assim (tambaqui, tucunaré, dourado, vermelho...)
. Simplesmente peixe, como somente peixe sabe ser!!!!

Obs.: O apelido porquinho é devido aos “roncos” que estes peixes emitem, semelhantes aos do mamífero. Mas, como não poderia deixar de ser, decorrente da extensão do nosso litoral, o mesmo pescado tem nomes diversos, a começar pelo  porquinho e peixe-porco (Sul e Sudeste); já os mineiros (MG) e cariocas (RJ) o chamam de peroá os nordestinos ,como cangulo. Além dessas, há outras designações para esta delícia: fantasma, acará-mocó e pira-açá. 

domingo, 3 de janeiro de 2016

Entardeceu, logo anoiteceu e um novo ano amanheceu!!!










Entre Doces pudins, Calorosas ministras, Suculentos filés, Crocantes e Macias focaccias, peixes perfeitamente Chamuscados na brasa, salsas e pestos Díspares, lasanhas Delicadamente montadas, vôngoles estourados como pipocas para ilustrar comemorações sem igual. Hummmmmmmmm, e as ostras gratinadas¿ As minis lulas salteadas? As paletas de cordeiro morosamente assadas e servidas com fettuccine ao dente!! E nessa lista a ‘vaca na breja’ (recheio de sanduba que se tornou hit do Pastifício) merece destaque.

Tudo entre incontáveis tilintares de taças, que marcaram momentos para lá de especiais. Do primeiro casamento realizado(Aninha e João Victor) a aniversários de pessoas incríveis, que no Pastifício reuniram seus amigos, familiares, filhos.... deixando, no Jardim das Delícias, um pedacinho de suas histórias de vidas (Carol Preussler, Rod Gonçalves, FabiMoro Martins.......). 
Sem falar dos que de outros estados vieram para, por aqui, recarregar suas energias e iniciarem novos ciclos de vidas, e com as mãos, literalmente, na massa (Alê Casolari). 

Há também os que elencaram o ‘canto dos encantos’ como lugar para celebrar os momentos cotidianos da VIDA, que merece ser comemorada (Luciana Dias, Giovana, Elaine Minhoca de Lemos, Adri Perin..). E cada encontro, cada momento, cada celebração foi vivenciada de forma única em todos os âmbitos. Nunca esquecendo do apoio e compreensão de nossas famílias, que comemoram em datas diversas como rituais. 
Faço esta retrospectiva pensando que este é um dos presentes que Deus nesta vida me deu, porque, considero que para se viver serenamente – na verdade que nos é apresentada a cada amanhecer – ter de haver verdade, respeito, parcerias, cumplicidade e satisfação, seja entre sorrisos ou lágrimas, que se esvaíram entre brindes e quitutes. Obrigada a todos que em 2015 compartilharam seus momentos de vida no Pastifício Dell’Amore, direta ou indiretamente. 










Sem esquecer das ‘formiguinhas’ da Vila Ida, pois, juntas, estamos construindo acontecimentos díspares (dos doces e salgados livres de glúten e lactose, arranjos de flores elaborados especialmente para os eventos, até os canteiros de ervas, tubérculos...). De minha parte, graças a energia de todos, iniciei um Novo Ciclo repleta de energia e satisfação, disposta a colorir meus dias com novas cores, saberes e sabores, já que para o ciclo fechar, mais presentes recebi. 














Felizes até breves (Lara Lima Feliz; Célia e Johnny Drescher Miranda); visitas inesperadas de amigos para anunciar que ao encontro de novas empreitadas se vão; ou, ainda, os amigos do coração, que histórias de vidas compartilham e, simplesmente, no sofá se aconchegam para a alma acalentar. Sem jamais esquecer das comemorações natalinas já consagradas - o Natal dos Simpsons, (Saboia Silka Brasil).
                







E como não poderia deixar de ser, tristes despedidas, mas profundamente partilhadas. Amém.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

NOSSAS RAÍZES SERÃO ETERNAMENTE NOSSAS INSPIRAÇÕES

codornas recheadas
Do Clube de Pesca Vêneto às raízes de Invernadinha’

De criança, eu comia pombo e passarinhos - do sabiá ao bem-te-vi; rã; tatu; lambari; tudo com polenta ou quirera. Dos pássaros, “a vó depenava, tirava a cabecinha, cortava as juntinhas e preparava igual hoje preparam codorna, filha. Mas a vó gostava mais do pombo. Tinha mais carne e era de criação, lá de Morretes, que o dr. Carneiro dava para a vó só se ganhasse um pouco já pronto, de tanto que ele gostava. Depois de depenar, a vó lavava bem numa bacia e gostava de colocar muito tempero verde, vinho, vinagre, cebola, alho e depois deixava a noite interinha na geladeira. No caldeirão, fazia igual frango de panela no fogão a lenha. Dourando aos poucos, durante horas, e pingando um tiquinho d’água pra ficar bem douradinhos e com molho grosso, sem secar, nem queimar”.


Agora, as codornas!!!!
Bom, agora tratando das também deliciosas codornas. Ainda morando na desvairada Paulicéia, em 2005 nos inscrevemos em um concurso que tinha como tema a valoração da cozinha da região sudeste. Pra a ocasião, dois típicos ingredientes deveriam constar no preparo inscrito.
Das memórias e das tradições do Paraná, as raízes italianas e bugres traziam as lembranças acima citadas. Então, porque não adaptar para a codorna, prato que nunca havia preparado, com recheio de farofa com miúdos e especiarias, tradicionais da região sudeste? Para tanto, preparos, pesquisas, temperos, sempre com degustações do nosso fiel companheiro Jair Ratton. Ele já tinha seu caderno de anotações para elencar os pontos positivos, o que poderia ser aprimorado...ao final de cada comilança, nos divertíamos muito. Mas Jair comeu muita codorna.

Para iniciar o preparo das receitas recorremos a um especialista em codornas, meu cunhado Luiz Fernando Krassuski, integrante da equipe de cozinheiros do Clube de Pesca Vêneto (em Curitiba/PR),que nos deu dicas, a receita – em 2005 não tínhamos tido a oportunidade de comê-las no Vêneto. Só após 2007, quando para Curitiba retornamos. Mesmo assim, uma receita adaptada de codorna ‘Do Clube de Pesca Vêneto às raízes de Invernadinha*’. Nada ganhamos, mas aprendi a degustar não só os pombos de antigamente, mas também as codornas de atualmente.  Afinal, nossas raízes serão eternamente nossas inspirações.

*Invernadinha é uma microrregião do interior do Paraná, onde a vó Maria nasceu.
Codorna Clube de Pesca Vêneto
Ingredientes:
- 1 dúzia de codornas
- 2 maços de manjerona
- 2 maços de salsinha, com talos
- 2 maços de cebolinha
- pimenta fresca, sem sementes, bem picada
- 2 cebolas picadas finamente
- vinho tinto
- sal
- suco de limão
- bacon cortado em pequenos cubos
- azeite de oliva
Modo de preparo
- Picar as ervas grosseiramente, misturá-las ao vinho e pimenta e reservar
- Limpar as codornas, abri-las delicadamente  e temperá-la com sal e limão, besuntando bem toda a ave
- Rechear as codornas com um punhado generoso da marinada de ervas e dois, três nacos de bacon agregados aos temperos
- Fechar cada uma delas com um palito para que o tempero fique preservado no interior das codornas
- em uma frigideiras de bordas altas, ou caldeirão de ferro, aquecer o azeite e dourar cada uma delas, em temperatura ambiente para que não resfriem o azeite
Finalização
- Em uma panela de fundo grosso, disponha as pequenas aves em camadas, intercalando com a marinada de ervas e nacos de bacon
- Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por cerca de 30 minutos, ou até que o peito da ave esteja macio e o caldo suculento e 'aveludado'.
O Clube de Pesca Vêneto serve a iguaria em eventos especiais, assim como outros quitutes tradicionais. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Lasanha, receita de tradição

Não é de hoje que a lasanha é um clássico das comemorações em família. Seja nos almoços de domingo ou festividades que reúnem pessoas diversas em torno da mesa, o prato é presença marcante.  Para mim, a degustação dos deliciosos nacos da tradicional receita é fato recente, já que considerava um prato um tanto quanto pesado, composto por lâminas de massas grossas e molhos por demais encorpados.  
Depois que provei receitas leves, com massas frescas e finas, passei a adorar alguns preparos. Paralelamente à degustação veio a produção como manda o figurino. Então, para aferir frescor à clássica receita, a mistura de farinha de trigo, semolina e ovos com gema caipira são passados diversas vezes na máquina, sempre bem enfarinhada. Com isso, as lâminas ficam praticamente transparente e cozidas em, no máximo, dois minutos.  Para intercalar, molhos leves, a exemplo dos que coloco na de Ricota, que além desse ingrediente, leva sugo cozido morosamente,  queijo parmesão ralado e folhas frescas de basílico. Outra versão é a Napolitana que elaboro com bechamel, também bem leve, com queijo prato ralado, presunto royale picado e as folhas de ervas.Outra clássica é a à bolonhesa, onde a carne moída  não  leva molho sugo. É refogada apenas com cebola moída e ervas frescas.
E assim, começou o CLUBE DA LASANHA, que em seu cardápio conta com mais três distintas coberturas, que podem ser degustadas no Pastifício Dell’Amore ou adquiridas para compor os mais deliciosos encontros gastronômicos!!!!




Lasanha: preparo que une pessoas
Colocar a mão na massa e preparar a sua própria pasta fresca, em casa, é uma maneira deliciosa de exercitar a criatividade. Um ritual que pode envolver ainda mais a família (já que juntos irão degustar um prato onde todos colocaram em prática seus ‘pitacos’) ou a turma de amigos – onde cada um, com a respectiva tarefa, vai mostrar sua habilidade.  
Para tanto, a lasanha é um dos melhores preparos, já que há etapas diversas para serem divididas.  Basta organização para que a experiência seja bastante divertida.  Entre elas, o preparo da massa é o primeiro que deve ser executado, já que necessita descansar, embrulhada no filme plástico, por 1h, na geladeira. Depois, em paralelo, os molhos podem ser distribuídos, bem como o abrir das folhas da pasta. Experimente!!!!